2008 <–clique

17/09/08

Algumas palavras sobre Marlon Brando 2

Hum, ah! Ui!

Hum, ah! Ui!

Humm!

Ah!

Ui!

Humm!

17/09/08

O Hobbit

no link:

http://www.youtube.com/watch?v=w-BOZY-GiwQ

acho que o link tá certo, se não tiver, vcs me retornam

é sobre um brasileiro meio fan do J. R. R. Tolkien que fez um filme (curta? longa?) “caseiro”, uma versão de “O Hobbit, There and Back Again, by Bilbo Baggins”

o trailler tá aí pra ser visto no youtube, e tem mais um também:

http://www.youtube.com/watch?v=vqVtFwxkwIs

(eu acho o segundo melhor)

tudo isso para, segundo o site omelete.com.br, conseguir uma ponta nas filmagens hollywoodianas de “O Hobbit” a serem rodadas pelo mesmo diretor que adaptou “O Senhor dos Anéis” para o cinema.

Há quem odeie… eu adoro e também gostei da iniciativa do rapaz, que alias chama-se Guilherme de Franco

09/08/08

Galvão Bueno Narciso 2

Eu escrevi logo aqui em baixo que o Galvão tá pior do que aquelas do Chuck Norris. E não é que eu achei um desocupado que teve a manha de escrever 50 fatos sobre Galvão Bueno?

http://www.perguntascretinas.com.br/2006/10/31/galvao-bueno/

a melhor: O Galvão Bueno não tem calo nas cordas vocais, são seus calos que têm cordas vocais…

crrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrretino!

09/08/08

Galvão Bueno Narciso

Já escrevi várias vezes aqui contra, absolutamente contra um sujeito estúpido, chato, chato, chato a beça que tá em todos os eventos esportivos como narrador da emissora Rede Bobo de televisão.

Ele ganhou do Chuck Norris no quesito “eu sou o maior”.

Na abertura do Pan soltou um dos maiores absurdos que eu já ouvi “Arnaldo Antunes, ex vocalista do Titãs, ex vocalista dos Mutantes…” dos mutantes?!!! Santa ignorância.

Ontem na abertura das Olimpíadas ele começou a reclamar do tempo que leva para o desfile de todos os atletas de todos os países e defendeu que “televisivamente é um tempo longo demais que poderia – e acrescentou -, deveria ser repensado”

claro que para o Galvão Bueno tanto faz se os atletas trabalham duro a vida inteira para este momento, nem importa também que as Olimpíadas não sejam necessáriamente um evento para a Televisão, principalmente para a Rede Bobo que tem os programas “super importantes” tais como Video Show e Video Game pra entra no ar né?

Na verdade o Galvão Bueno tava era reclamando das hemorróidas, mas de forma subliminar.

Também tava reclamando do reumatismo e da hérnia de disco que ele tem.

Queria que o desfile fosse mais curto pra poder ir embora tratar de seu problema de “junta”.

A verdade é que ele ta velho e o que já era ruim quando jovem, só tende a piorar nessa idade.

26/07/08

Odeio a Telefônica

No Orkut a comunidade mais engajada do momento, na minha humilde opinião é a “Odeio a Telefônica”. Lá você descobre que não é @ unic@ lesad@, fica sabendo quais são os golpes mais comuns, as formas mais eficazes de se livrar de um serviço imprestável como esse, dicas jurídicas, opções alternativas para acesso à Internet, além é claro de poder descontar sua frustração desabafando o que nenhum órgão público no Brasil está disposto a ouvir.

Então a dica é: Odeio a Telefônica no Orkut

e

Boicotem a Telefônica (Telecômica)

(eu pelo menos não tenho mais nenhum serviço dessa porcaria de empresa, vivo agora muito mais feliz e descobri que sem ela, usando apenas celular para ligações e conexão ainda economizo cerca de 130 reais!)

24/07/08

Batman esta semana.

Quem não gosta de cinema?

Quem não gosta de ir ao cinema e se divertir?

Quem não gosta de ver a tecnologia e o talento unidos, numa tela de cinco metros por três?

Quem não gosta de ver o talento e a beleza reunidos?

Quanto mais bonito e bom ator ele for, mais eu gosto e o carisma que emana das telas, da performance de um bom ator, é capaz de me fazer apaixonar ou odiar, quase como o contato próximo com alguém que de alguma forma nos atrai.

Por isso escrevo hoje um tributo, singelo, nada comparado ao emaranhado de emoções que sinto quando o vejo na tela, mas uma lembrança suave e triste da morte precoce de um ator que me fazia crer na fantasia do cinema.

Heath Ledger.

Tão jovem, tão bonito, tinha tudo pra dar errado, só não tinha falta de talento.

Na verdade, uma perfeita raridade: a combinação da beleza de um galã com o talento de um grande ator. Só precisava amadurecer um pouquinho para ter o mundo a seus pés, mas potencial igual eu só vi duas outras vezes: James Dean e Marlon Brando.

Hoje em dia ainda falamos no River Phoenix, mas temos que concordar sobre um ponto: ele não era tão bonito.

Mas o talento também conta e se fosse somente isso, eu votaria em Matt Damon, como ator mais talentoso da atualidade.

Mas eu estou falando de talento E beleza. Até Ledger, eu votava em Brad Pitt, mas o Heath deixou o Pitt no chinelo. Existem boas performances do Brad Pitt (Clube da Luta, Seven, Seven Years in Tibet, pra citar algumas), mas em todas ele é sempre o bonitinho que quando fica bravo, ou arrogante, tem sempre o mesmo olhar.

Heath Ledger provou que podia fazer de tudo, até um monstro horroroso, um sociopata medonho chamado Coringa. Ri com ele em Casanova, chorei em O Segredo de Brokeback Mountain.

Hoje chorei de novo, por dentro, porque ele não pode mais fazer a continuação do Batman, nem terminar o Imaginarium do Dr. Parnassus.

22/06/08

F-1 Felipe Massa

Muito Massa!

19/04/08

O Circo Nardoni

“Assassinos, assassinos!” gritava a platéia enlouquecida. Mães com suas crianças assistiam deslumbradas ao espetáculo, enquanto pipoqueiros desfilavam com seus carrinhos, o palhaço, fantasiado de Bin Laden, mandava tchauzinho pela câmera e chacoalhava os braços como se estivesse dançando alguma marchinha de carnaval. Banheiros químicos para manter a ordem (e as bexigas vazias). Famílias inteiras sentadas em cadeiras de plástico enfileiradas, estratégicamente voltadas para o palco: a casa da família Nardoni.

“Assassinos, assassinos!” – grita a platéia hipnotizada por 22 dias de exposição constante à exploração exagerada da mída sobre o caso da pequena Isabella.

O que motiva pessoas comuns (bem ordinárias mesmo) a se deslocarem do conforto de suas casas, de suas TV’s, de um bairro a outro até a porta da casa da família Nardoni? O desejo de justiça? Bem…. vejamos: a polícia e a mídia estão no caso, agarraram-se a ele como um cão faminto agarra um osso, a justiça será feita desta vez a qualquer custo, mesmo que seja na condenação sumária de duas pessoas ainda não julgadas pelo devido processo. Desta vez não há escapatória, o casal não vai sair limpo, sair fugido, ou sair sem pagar a pena máxima existente, porque o crime é bárbaro e a família não é rica. Então a justiça, seja lá quem ela for, será feita…

Por outro lado, vemos Renan Calheiros, Delúbio Soares, José Dirceu, Fernando Henrique, Roberto Jefferson, entre outra centena de nomes de políticos ladrões, canalhas, que foram julgados, e absolvidos para o espanto de todos, ou condenados a pagar penas risíveis: o que faz a sociedade?

Ela se manifesta, vai às ruas exigir justiça, monta acampamento na porta do palácio central, com direito até a banheiro químico (sim, pois somos civilizados), clama pela justiça na frente das câmeras, exige uma resposta rápida e jura vingança caso a justiça não seja feita ?

Não. Porque roubar dinheiro público é normal neste país… ninguém se revolta por esse tipo de crime…

O mais bárbaro porém é que este tipo de crime considerado normal é o vetor de uma série de outros crimes como por exemplo, o assassinato cruel do menino JOão Hélio em 2007, cometido por ladrões viciados em drogas, provavelmente pequenos traficantes, vítimas diretas dos maiores corruptos deste país.

É revoltante pensar no que passa agora esta família. A neta morta, o filho suspeito, a vida escancarada nas páginas de jornais, uma multidão de ignorantes acampada na porta da casa, depredando, deliciada com a desgraça alheia, sentada nas cadeiras comendo pipoca enquanto o mundo cai para a família Nardoni… é vergonhoso observar pessoas deste tipo, que devem desejar sim a justiça, mas respeitar também a dor alheia e mais, exigir justiça coerentemente e não com hipocrisia, pois se assim fosse, também em Brasília veríamos o circo armado.

Também quero justiça para a pobre Isabella, para a pobre mãe que terá seu coração partido para sempre, mas também sofro de pensar nesta família, no avô que crê na inocência de seu filho e que pranteia pela morte da neta, na tia universitária, jovem, que agora tornou-se uma espécie de “celebridade” manchada, nos outros filhos do casal que ao que tudo indica, perderam não apenas a irmã mais velha, mas também os pais e tudo de uma vez, sofro de pensar em como deve estar confusa, triste e difícil a vida neste lar despedaçado…

15/04/08

Senado aprova novo fuso horário para Região Norte

Depois quando eu digo que se quisermos fazer uma revolução social neste país basta acabar com a Rede Globo, tem gente que duvida. Agora os globolinos decidiram que o povo do norte do Brasil vai ter que acordar uma hora mais cedo, só porque eles não querem adequar a classificação indicativa de forma diferenciada na região… É por causa desses (entre outros) absurdos que eu digo: “Viva as Rádios Livres!” – leia abaixo a matéria completa que saiu no Observatório do Direito à Comunicação.

“Diogo Moyses, editor do Observatório do Direito à Comunicação
11.04.2008
Dias após a entrada em vigor dos dispositivos da Portaria 1.220/07 que determinam que as emissoras de TV adaptem suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país em função da classificação indicativa dos programas, as Organizações Globo radicalizaram a ofensiva contra a medida, prevista no Estatuto da Criança e Adolescente e na Constituição Federal. Antes da plena entrada em vigor da Portaria (foram cinco adiamentos), as emissoras tiveram 14 meses para se adequar às regras.Com um dia de atraso, a Globo alterou a grade da programação nos estados da Região Norte e Centro-Oeste que possuem fuso horário diverso do adotado em Brasília, “atrasando” seus programas em uma hora. Mas, ao contrário do que deu a entender na última semana [ver aqui] a emissora investe pesado para derrubar a classificação indicativa em todo o país.

A cartada mais recente da emissora da família Marinho não é nada modesta: a alteração do fuso horário do Norte do país, igualando o fuso do Pará ao de Brasília e o do Acre e de parte do Amazonas ao do restante da Região Norte. A intenção é uma só: evitar “maiores danos” à grade de programação da emissora na região, agora já sob as obrigações da Portaria 1.220.

A tentativa de alteração do fuso horário brasileiro sem debate público não é nova [ver aqui], mas com a última onda de pressão sobre os parlamentares, e com a postura submissa destes em relação ao principal grupo de comunicação do país, o que parecia impossível tornou-se uma possibilidade real. Na noite da quarta-feira, 9/4, dois dias após a entrada em vigor da regra do horário local para a programação de TV, o Senado Federal aprovou em plenário o Projeto de Lei do senador Tião Viana (PT-AC) que altera o fuso horário nessas regiões.

Com a justificativa de que o projeto pretende “facilitar o transporte aéreo, as comunicações e a integração com o sistema financeiro nacional”, o PL reduz o fuso horário do Acre e de 46 cidades do Amazonas. A diferença do horário da região em relação ao horário oficial de Brasília cairá de duas para uma hora. A proposta também atinge o estado do Pará, que ficará todo com o mesmo fuso horário de Brasília.

O projeto segue agora para sanção presidencial, que pode referendar o resultado da ofensiva global e, conseqüentemente, trazer mudanças de ordens diversas às populações das regiões afetadas [ver aqui].

A outra estratégia da ofensiva das Organizações Globo, sempre implementada por meio da Abert, é a ameaça da apresentação, por meio do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), de uma proposta de Decreto Legislativo para derrubar a Portaria 1.220. Não é a primeira vez que o senador é porta-voz da família Marinho: em junho do ano passado Virgílio apresentou proposta semelhante para revogar os efeitos da Portaria nº 264, antigo instrumento de regulação da classificação indicativa.

Chantagem

A Globo já havia procurado o Palácio do Planalto para tentar novo adiamento da entrada em vigor das regras, mas recebeu a notícia de que o diálogo deveria ser feito com o Ministério da Justiça. E este, por meio da Secretaria Nacional de Justiça, manteve o compromisso assumido junto ao Ministério Público Federal e às organizações da sociedade civil, refutando a possibilidade de novo adiamento.

A pressão, diga-se, é exclusiva da Globo, que se recusa a adequar sua grade de programação às faixas etárias mais baixas. Fosse isso feito (como por exemplo adequar a novela “das 8” às crianças de 10 anos), não seria necessário atrasar a programação dos estados da Região Norte, inclusive do Acre e de parte do Pará. Mas esse não é um preço que a emissora parece disposta a pagar.
Pesquisa secreta

Nas últimas semanas, a Abert utilizou politicamente uma pesquisa encomendada ao Ibope para afirmar que os cidadãos desses estados seriam contra a adequação da programação ao seu fuso horário. O conjunto dos dados da pesquisa, entretanto, não foram revelados, apesar da insistência deste Observatório junto ao Ibope. Mas a explicação é simples: o conjunto dos resultados evidencia que a população desses estados é majoritariamente favorável à classificação indicativa dos programas de televisão, e quer que as regras sejam respeitadas da mesma forma que nos estados do Sul e do Sudeste.

Segundo os poucos dados da pesquisa obtidos pelo Ministério Público Federal, apenas 6% dos entrevistados destas regiões disseram estar dispostos a adquirir antena parabólica em razão da adequação da programação televisiva à classificação indicativa. A única reação negativa relaciona-se à questão que induzia o entrevistado a acreditar que o cumprimento das regras impediria a transmissão ao vivo de jogos de futebol. A questão, colocada de forma descontextualizada, é enganosa. Afinal, jornalismo e eventos ao vivo não são classificados, e podem ser transmitidos em qualquer horário.

Mais pressão

A pressão exercida pela Globo no Senado motivou na manhã da quinta-feira uma reunião entre procuradores do Ministério Público Federal, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e os senadores da base governista Romero Jucá (PMDB-AL), Tião Viana (PT-AC), Fátima Cleide (PT-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO). No encontro, o senador Jucá, líder do governo, afirmou que os senadores da região não tinham como dar sustentação à classificação indicativa, já que esta impediria a população de assistir aos jogos de futebol ao vivo.

Os representantes do MPF, então, destacaram a impossibilidade legal de excluir as crianças dos Estados com fuso horário diferenciado em relação ao de Brasília da proteção constitucional. Também foi esclarecido que a Portaria não impede a exibição de telejornais e jogos em seus horários habituais, e que o fato da Globo atrasar a exibição dos jogos nessas regiões na última quarta-feira foi uma opção da emissora.

Apesar do próprio senador Romero Jucá ter percebido a existência de alternativas para a transmissão dos jogos ao vivo – basta que as novelas sejam adequadas à classificação de todas as regiões do país -, e de ter afirmado no encontro que levaria a sugestão às emissoras de televisão, na noite do mesmo dia o Senado aprovou a proposta de mudança do fuso horário.

A ofensiva da Globo deve permanecer nos próximos dias, pressionando parlamentares e governo a revogar as regras da classificação indicativa. O sucesso da investida, contudo, ainda não é certo, mesmo vinda de quem se acostumou a dar as cartas na política brasileira.”

13/04/08

Rodovias e Ferrovias na Amazônia

(Recebido por E-mail)

Por Marcos Sá Corrêa

Programa de Aceleração do Corte

10.04.2008

Uma coisa é ouvir dizer, de longe, que uma ONG chamada Preserve Amazônia defende a construção de ferrovias, para salvar das rodovias a floresta na região. Outra, muito diferente, é ouvir de perto o engenheiro agrônomo Marcos Mariani falar do assunto longamente, porque o trem,em si, só chega na última parte da conversa. Primeiro, ele conta o que tem visto no Pará há mais ou menos uma década. É tanta história, que quase se perde pelo caminho a primeira impressão, meio leviana, de que na briga entre as estradas de ferro e as de asfalto é melhor não tomar partido, por ser só mais um desvio da inaptidão nacional para deixar a Amazônia em paz.

Dez anos, lá em cima, não passam como aqui embaixo. Dez anos de Amazônia deram de sobra para Mariani acompanhar o recuo da floresta à sua frente, na beira do Araguaia. Ele viu a mata retroceder, nesse tempo, 200 quilômetros lineares, empurrada pela devastação sem-fim. Numa viagem recente a Casiara, no Tocantins, o barco de alumínio em que ele estava encalhou num banco de areia. E todo mundo sabe que aquele rio não era assim. Onde sobraram árvores, crescem à sombra das copas acampamentos da reforma agrária, de olho na safra de madeira nativa que, sem grandes máquinas e investimentos na produção, é o fruto mais garantido daquelas terras.

Nos 57 mil hectares da fazenda que administra, a floresta original aguarda há anos a aprovação do Ministério do Meio Ambiente para se registrar como Reserva Particular do Patrimônio Natural. São treze quilômetros de matas bem conservadas numa das margens do Araguaia. E se estendem por dezoito quilômetros terra adentro. Mas, em Brasília, essas miudezas nunca têm pressa.

Cuiabá-Santarém

Mariani também está ali a negócio. Mas acha que o desenvolvimento da Amazônia não precisa ser exatamente este que está aí. Na paisagem que já se degrada rapidamente, aprendeu a temer os projetos para pavimentação de estradas, executados a toque de caixa, geralmente sem licença ambiental, inclusive por máquinas do Exército. Acelerar as rodovias da Amazônia virou prioridade do governo federal bem na hora em que estudos incontroversos, como os do Imazon, provaram que as estradas são atalhos do desflorestamento. A malha viária que mais se expande no Brasil é a do Pará. Vai sendo ampliada por grileiros, madeireiras e outros desbravadores que, com suas queimadas, classificaram o Brasil em quinto lugar na corrida internacional das emissões de carbono. Tudo isso sem as autoridades moverem uma motoniveladora.

Uma das rodovias que o governo trata como inadiáveis é a Cuiabá-Santarém, que em nome do asfaltamento o governo apelidou de “BR-163 Sustentável”. Por quê, não adianta perguntar ao relatório de impacto ambiental do projeto, feito pela Ecoplan, uma firma de Porto Alegre. Quarenta técnicos da Ecoplan trabalharam na avaliação. Mas partiram do princípio de que a Cuiabá-Santarém, existe. Logo, é insubstituível. Sem levarem conta que um caminho mal e mal carroçável que, segundo o documento, a população local chama de “inferno”, não é exatamente as mesma coisa que uma pista de asfalto. O relatório do Ministério do Meio Ambiente também não menciona opções à BR-163, exceto pela ligeira menção à hidrovia Tapajós-Telles Pires, que ocupa quatro linhas e meia de suas 74 páginas. Como no estudo da Ecoplan, de quase setenta páginas, contornaram-se todos os obstáculos à política do fato consumado. É BR-163, e pronto.

A estrada conecta 71 municípios que vivem da madeira, da pecuária e da agricultura. Sua área influência está orçada em quase 15% do Brasil inteiro. Existe precariamente desde a década de 1970, quando foi rasgada na selva por batalhões de engenharia do Exército, em ritmo de Brasil Grande, sob o lema de “ocupar para não entregar”, que levou ao extremo norte a megalomania do regime militar. E a obra promete transformá-la num corredor de 1.756 quilômetros, por onde trafegarão até 1.400 veículos por dia a 100 quilômetros por hora, nos trechos planos. Asfaltada, reduzirá em 20 reais por tonelada o custo de levar a soja ao terminal graneleiro de Santarém.

É esse o principal argumento do Ministério do Transportes para pavimentá-la. E poderia servir de lenha para a locomotiva do Preserve Amazônia, porque a ferrovia faz o mesmo serviço por metade do preço. Aliás, a hidrovia corta por quatro os gastos com o transporte de carga e gente na região, como dizia em 1992 o último programa de desenvolvimento que o Brasil levou mais ou menos a sério. Leva a assinaturado então ministro Eliezer Batista, da Secretaria de Estudos Estratégicos. É, portanto, obra do governo Collor. Deve ser por isso que não se fala mais nele.

Dois anos atrás, a simples notícia de que a Cuiabá-Santarém viraria a “BR-163 Sustentável” potencializou seus estragos – com o Incra, para variar, à frente das invasões de reservas por assentamentos. A pressa é, sim, inimiga da perfeição. E, diante da aceleração das obras rodoviárias na Amazônia, Mariani pergunta por que o governo, pelo menos desta vez, não cumpre a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente, que manda avaliar alternativas aos projetos impactantes. No caso, as ferrovias não abririam alas para a ocupação descontrolada da floresta, como fazem as estradas. Essa pergunta, aparentemente tão simples, foi encaminhada à ministra Marina Silva mais de um ano atrás. Ela deve estar pensando muito no problema, porque até agora não respondeu.”

12/04/08

Massacre em Rondônia

(Recebido por e-mail)

“MASSACRE DE CAMPONESES EM CAMPO NOVO-RO



Na manha de hoje,dia 09 de abril, mais de 100 jagunços fortemente armados e encapuzados,invadiram o acampamento conquista da união

localizado na br 421 km 140,municipio de campo novo de Rôndonia.

Os jagunços e policiais cercaram o acampamento e foram atirando em todos que ali se encontravam.Segundo informações passadas por um

camponês que conseguiu escapar, cerca de 15 pessoas incluindo uma mulher grávida foram assassinadas brutalmente e outras apanhadas como refém.20 motos e todos pertences dos acampados foram queimados.

A Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia-LCP- vinha denunciando há várias semanas a preparação de um massacre de camponeses sem-terra naquela região do estado.Toda a campanha orquestrada pela grande imprensa de Rondonia e do país,em especial o jornal Folha de Rondonia e

a revista Istoé , em que acusava a lcp e os camponeses daquela região de ser “guerrilheiros”, “ligados as farc”,etc, sendo esses mesmos órgãos de imprensa apresentavam os pistoleiros dos latifundiários como “trabalhadores”.Tudo isso era para tentar justificar este massacre que estava em adiantada preparação conforme denunciamos inúmeras vezes.Esta imprensa é culpada pelo sangue derramado destes camponeses.

Tão logo ocorreu o massacre ligamos para a Policia Federal que disse apenas que isso não era de sua jurisdição e não podia fazer nada.O secretário de segurança pública César Pizzano disse que para ir no local

onde estavam os mortos “precisava de um boletim de ocorrência primeiro”?!!.Isso mostra a cumplícidade destes orgãos neste massacre sendo que os mesmos há pouco também acusavam os camponeses de “guerrilheiros”.

A liga dos camponeses não descansará enquanto os responsáveis por este massacre não forem punidos e a terra destes camponeses não for cortada.


Liga dos Camponeses Pobres de Rôndonia”

Igreja Universal protesta a Folha de S. Paulo e outros jornais

A Igreja Universal do Reino de Deus de propriedade do bispo Edir Macedo (sim, propriedade, porque é para ele e seus “amigos” que vai todo o dinheiro de dízimos arrecadados) está protestando a Folha de S. Paulo e o jornal “A Tarde” de Salvador, bem como a jornalista Elvira Lobato por uma matéria publicada no dia 15/12/07, onde a jornalista faz o que qualquer bom investigador de transações financeiras deve fazer: segue o dinheiro.

Além de um insulto à liberdade de expressão, a ação também é um insulto à nossa inteligência. A Igreja Universal protesta qualquer um que queira descobrir a origem dos bens de seus milionários bispos. Por ironia, é a igreja que arrebata os fiéis mais pobres da nação – se estes são enganados, há porém, os que não se enganam.

Por esta, entre outras razões revoltantes, deixo aqui o meu protesto, republicando a dita matéria e parabenizando Elvira Lobato pelo seu excelente trabalho. Para uma “igreja” que conclama a liberdade religiosa todas as vezes que é desafiada a provar sua legitimidade, exigir censura à liberdade de expressão e esconder o dinheiro nas Ilhas Cayman deveria ser o suficiente para revoltar toda a população brasileira. É uma pena que a ignorância e a fé, geralmente, formem um par perfeito.

“Universal chega aos 30 anos com império empresarial”

ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

“Em 30 anos de existência, completados em julho, a Igreja Universal do Reino de Deus construiu não apenas um império de radiodifusão, mas um conglomerado de empresarial em torno dela. Além das 23 emissoras de TV e 40 de rádio, o levantamento da Folha identificou 19 empresas registradas em nome de 32 membros da igreja, na maioria bispos.

Entre elas, dois jornais diários –“Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, e “Correio do Povo”, de Porto Alegre–, as gráficas Ediminas e Universal, quatro empresas de participações (que são acionistas de outras empresas), uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro saúde.

A Iurd tem também sua própria empresa de táxi aéreo, a Alliance Jet, de Sorocaba (SP). Segundo informação da empresa, fatura cerca de R$ 500 mil mensais, tem três aviões, um deles adquirido por US$ 28 milhões, neste ano.

Segundo a Junta Comercial de São Paulo, ela pertence a Adilson Higino da Silva, bispo auxiliar de São Paulo, e à MJC Empreendimentos e Participações, a qual, por sua vez, pertence aos bispos Darlan de Ávila, Marco Antônio Pereira e ao mesmo Adilson.

Modelo acionário

O modelo acionário da Alliance Jet se repete em quase todas as empresas ligadas à Universal. Os jornais diários foram adquiridos na negociação de compra de TVs. O “Correio do Povo” –segundo jornal em circulação do Rio Grande do Sul, com um média diária de 155 mil exemplares– fez parte do pacote que incluiu a TV Guaíba e duas rádios.

O negócio foi fechado no último carnaval, por cerca de R$ 100 milhões. O jornal foi comprado em nome da TV Record de São Paulo e do Rio.

São acionistas da Ediminas, que edita o jornal mineiro “Hoje em Dia”, o bispo Marcelo Silva e o ex-deputado federal e ex-bispo Carlos Rodrigues. Segundo a Folha apurou, a editora recebe R$ 0,25 por exemplar para imprimir o jornal semanal da igreja, o “Folha Universal”, que tem tiragem de 2 milhões de exemplares.

A relação entre a Igreja Universal e as empresas dos bispos é obscura. Muitas delas têm sede em endereços da Iurd. Um exemplo é a Cremo Empreendimentos, que funciona como um braço financeiro da igreja. Ela pertence à Unimetro (outra empresa da Iurd) e ao bispo João Leite. A Cremo é quem financia os bispos na compra de empresas.

Por trás da Unimetro está a Cableinvest, registrada no paraíso fiscal de Jersey, no Canal da Mancha. O elo aparece nos registros da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Uma hipótese é que os dízimos dos fieis sejam esquentados em paraísos fiscais.

Troca-troca

Quando um bispo entra em atrito com a igreja, ou se envolve em escândalos –caso de parlamentares–, rapidamente, as ações mudam de mãos.

Foi o que aconteceu com o ex-bispo e ex-deputado federal Wanderval Santos (que pertencia ao PL de São Paulo), denunciado pelo Ministério Público por envolvimento com a máfia das sanguessugas. Depois que o escândalo veio à tona, ele deixou a igreja e vendeu as ações que possuía na Rádio Liberdade (de João Pessoa, Paraíba) e na Rádio Continental (de Florianópolis, Santa Catarina).

Como a maioria dos que perdem o posto, Wanderval não fala sobre o assunto, e protege a imagem da igreja. “Os homens podem ter seus erros, mas a igreja é santa”, afirmou.

Procurado pela Folha, disse que vendeu as rádios porque “só dão prejuízo” e por ter se cansado da política, e que sobrevive como vendedor de seguros e de perfumes.

O ex-deputado Carlos Rodrigues deixou de ser acionistas de três TVs –Record do Rio, Itajaí e Xanxerê (SC)– depois que se envolveu no escândalo do mensalão, mas ainda figura como sócio da Ediminas e também de quatro rádios.

Ele tem dado recados de que não pretende abrir mão das rádios. Procurado pela Folha, não quis dar entrevista.”

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