O GIGANTE ACORDOU

13/06/13

A Revolta eclodiu!

O Brasil acordou!

O povo foi para as ruas gritando: O Gigante acordou!

Portando bandeiras “verás que um filho teu não foge à luta”.

Foi magnífico!

E assustador ao mesmo tempo.

Milhares de pessoas nas ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Juazeiro do Norte, Salvador, Porto Alegre, Belém, Manaus, Fortaleza. Na segunda semana houve adesão das cidades medianas: São João da Boa Vista, Campinas, Santarém do Pará, Guranhuns, entre outras que não me recordo agora.

Quais as pautas da revolta?

Tudo começou com o Movimento Passe Livre se manifestando contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo. No Rio de Janeiro houve amento simultâneo e lá o movimento também eclodiu. Várias passeatas foram marcadas pelo movimento, o grande veículo de comunicação desse encontro foram as redes sociais na Internet. Nas primeiras passeatas a adesão foi de cerca de cinco mil manifestantes.

A passeata do dia treze de junho foi particularmente violenta, com ações totalmente desnecessárias da tropa de choque da polícia, deflagradas pela mídia social para todo o mundo. Cenas que outrora seriam censuradas pelas TV’s e jamais seriam vistas por quem não estava presente, apareceram cruelmente.

Sprays de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo.

As ações visavam combater o vandalismo registrado nas manifestações dos dois dias anteriores, embora essas ações fossem provocações de uma minoria mais radical. As depredações realizadas por esta minoria causaram avarias em propriedades públicas e privadas. A mídia avançou com seus argumentos e condenou o movimento, chegando mesmo a incitar as ações violentas da polícia.

No dia treze de junho, meu aniversário, uma jornalista levou um tiro de bala de borracha no olho, outro jornalista foi preso porque portava vinagre. Isso mesmo, vinagre! Considerado arbitrariamente pela polícia como arma (de defesa contra bombas de gás lacrimogêneo), mas que não é, absolutamente, uma substância ilegal que justifique a prisão.

Depois de prisões e agressões a jornalistas, a mídia escrita mudou o tom e passou a apoiar o movimento, não só isso, ampliar a discussão do “passe livre” para os gastos exorbitantes da Copa do Mundo de 2014.

Entraram de rasteira pautas como a presença de um suspeito investigado pelo Ministério Público e que, contra a vontade popular manifestada nas ruas, na mídia escrita e social, tinha sido eleito presidente do Senado. Renan Calheiros, o homem que alegou ter enriquecido em menos de seis anos, vendendo vacas a 300.000 reais.

Também a presença de José Genoíno e João Cunha (?) na presidência da Comissão de Justiça da Câmara Federal, ambos réus condenados no maior julgamento de corrupção da História do Brasil.

A presença do pastor evangélico, o então deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, um religioso fundamentalista, com discurso público e notório radicalmente homofóbico, misógeno e racista. Que havia conseguido inclusive aprovar um projeto de lei que modifica uma decisão do Conselho Nacional de Psicologia. Tal decisão política e religiosa, implica na mudança da definição científica da homossexualidade, transformando a opção sexual em doença.

Os números anuais da corrupção no Brasil na conta de 70 bilhões de reais.

Os números dos gastos até o momento com a Copa do Mundo, na conta de 28 bilhões.

A violência chegando ao limite do suportável, com casos de crimes hediondos, aumentando a níveis de guerra civil.

A educação… é regida por dois sistemas: a Progressão Continuada, que é o sistema pedagógico e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que é o sistema disciplinar. O casamento entre eles foi a prática oficial de não mais reprovar alunos com desempenho insuficiente em sala de aula, o que transformou as escolas em clubes de diversão sem limite para adolescentes.

Os salários dos professores e funcionários públicos é ridículo.

A inflação está aumentando a cada dia, os preços dos alimentos e artigos de primeira necessidade são desencorajadores, a especulação imobiliária cresceu, aluguéis subiram, juros subiram, impostos subiram. Serviços como escola pública e saúde pública, não existem mais. Os prédios públicos destinados a estes serviços estão lotados de pessoas desesperadas tentando o impossível.

Nada funciona.

A corrupção está entranhada até nos meios burocráticos mais ordinários. Todos esses serviços são custeados pelos bolsos da classe operária e classe média. Os impostos pagos por produto consumido estão na conta de quase 70% do seu valor de troca real.

Os impostos que incidem sobre a renda chegam a morder quatro meses de faturamento ao ano. Os encargos que incidem sobre os contratos de trabalho, incidem outro mês.

Os serviços públicos não funcionam, por isso a classe média recorre aos privados, mas continua pagando também pelos públicos nestes impostos. Contudo, nenhum deles funciona como devia. Para o público ou para o privado, os serviços são péssimos, o Estado não protege o seu cidadão.

O Estado não existe, ele é um clube de empoados e empolados intelectuais medíocres, que trabalham como prostitutas da classe industrial.

Não há partido que represente a maioria.

A maioria vota no Partido dos Trabalhadores por ausência de opção. Os políticos dizem: O Brasil melhorou! E falam isso como se nos tivessem feito um favor. Inclusive cobram por esse favor na forma de projeto de lei que cura homossexualidade, ou projeto de lei que impede o ministério público de investigar políticos, ou o projeto de lei que quer submeter as decisões do supremo tribunal federal à câmara dos deputados!

Este é o preço que estão cobrando pelas mudanças: a nossa alma!

Falam como se nos fizessem um favor e nos cobram o corpo e a alma em troca.

Estas são gerais das atuais condições de insatisfação. Hoje, dia dezenove de junho de 2013 o governador e o prefeito de São Paulo revogaram o aumento de vinte centavos na tarifa do ônibus.

KKKK um pouco de humor não dói
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